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quarta-feira, março 09, 2016

A Teoria do Big Bang e o relato bíblico da Criação.





Shalom, Shalom!

Nossa, quanto tempo não posto nada no blog. Vida corrida, crise, estudos... Bom, recebi da amiga Luciana Unis a indicação desse texto do Gerald Schroeder. Esse é o terceiro texto dele que eu publico aqui no blog. Sendo que o primeiro foi traduzido por mim. 

Bom, não vou me estender, segue o texto:


A Teoria do Big Bang e o relato bíblico da Criação.


Dr. Gerald Schroeder

Gerald Schroeder é um cientista com mais de trinta anos de experiência em pesquisa e ensino. Obteve seu bacharelado, mestrado e doutorado diretamente do renomado Instituto de Tecnologia de Massachusetts - MIT, considerado um dos melhores e mais brilhantes institutos de engenharia do mundo. 

Entre os assuntos analisados estão as coincidências e as diferenças entre a Teoria do Big Bang e o relato bíblico da Criação, as inexploradas consequências da criação ex nihilo, as controvérsias envolvendo a idade do Universo, o estado do nosso planeta durante sua criação, as forças naturais usadas pelo Criador para recondicionar esse mundo e o enigma da natureza da luz primeva.

O objetivo é elucidar um mistério com o qual algumas das mentes mais criativas se debateram por séculos. Como disse certa vez o físico britânico James Hopwood Jeans (1877-1946): “O Universo parece ter sido desenhado por um matemático puro”. [1]

Nos anos 40, o regime comunista soviético rejeitou completamente as conclusões de Hubble e Gamow – conhecida como Teoria do Big Bang – apesar de sua consistência científica, baseados em que suas hipóteses não combinavam com os princípios da ideologia marxista leninista (isto é, o ateísmo). A opinião dos soviéticos sobre o Big Bang foi sumarizada pelo camarada Andre Zhdanov: “Falsificadores da ciência querem fazer reviver o conto de fadas sobre a origem do mundo a partir do nada” [2]

Os soviéticos perseguiram os físicos que apoiavam a Teoria do Big Bang. Alguns cientistas pagaram com a vida por esse apoio, como Matvei Bronstein, que foi fuzilado após ser acusado de espionagem.

Como afirmou o físico inglês, laureado com o Prêmio Novel, George Thomson: “Provavelmente, cada cientista acreditaria na Criação narrada na Bíblia se, infelizmente, não tivesse dito alguma coisa anteriormente que pareceria agora ultrapassada”. [3]

Como qualquer pessoa que já leu os versículos iniciais da Bíblia bem sabe, essas poucas palavras que relatam como Deus trouxe a nossa realidade à existência são fascinantemente densas, desafiadoras e crípticas, e se referem a um assunto ao qual somos naturalmente atraídos: o início da vida.

A questão da origem da nossa existência, do planeta que chamamos de nosso lar e do Universo ao qual estamos familiarizados sempre engajou pessoas de todas as idades e credos no decorrer da História. Nenhum outro conjunto de palavras gerou tantos estudos; nenhum outro conjunto de sentenças provocou mais discussões inteligentes e nenhuma outra passagem despertou tanta curiosidade quanto o relato bíblico do Gênesis – o início do universo.

Referências:
[1] Jeans, James. The Mysterious Universe. New York: Macmillan, 1937. Pg. 122.
[2] Singh, Simon. Big Bang: The Origin of the Universe. New York: Fourth Estate, 2004. Pg. 363
[3] Otto Struve, Continuous Creation, Astronomical Society of the Pacific: Leaflets, vol. 6, 1951. Pg. 154.

Tradução: Renan Poço
Revisão: cpac

_______________________________________________-
Dr. Gerald Schroeder obteve os titulos de Bacharel, Mestre e Doutor pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT). É autor dos livros Genesis and the Big Bang, sobre a descoberta da harmonia entre a ciência moderna e a Bíblia, editado pela Bantam Doubleday e já traduzido em sete idiomas; The Science of G-d e The Hidden Face of G-d, editados pela divisão Free Press da Editora Simon & Schuster. Leciona na Faculdade de Estudos Judaicos “Aish HaTorah”.

domingo, abril 26, 2015

[CIÊNCIA] Israelense desenvolve equipamento de mergulho que não precisa tanque de ar igual do filme Star Wars.


Alon Bodner, um inventor israelense desenvolveu um aparelho que permitirá a respiração subaquática sem a ajuda de tanques de ar comprimido . Esta nova invenção vai usar as quantidades relativamente pequenas de ar que já existem na água para suprir oxigênio para mergulhadores e submarinos . A invenção já conquistou o interesse da maioria dos principais fabricantes de mergulho, bem como a Marinha Israelense.

Visite o site da empresa israelense para mais detalhes: http://www.likeafish.biz/

A ideia da respiração debaixo d'água sem tanques de ar comprimido tem sido um sonho de escritores de ficção científica há anos. No filme de George Lucas "Star Wars -  Episódio I - A Ameaça Fantasma" , Obi-Wan saca um aparelho pequeno de respiração subaquática.

domingo, maio 25, 2014

O Lado Cabalístico de Star Wars.



E aí pessoal! Hoje é dia 25 de Maio, o Dia do Orgulho Nerd. No mundo todo, nerds de todas as classes, ordens, tribos e clãs estão unidos para mostrar ao mundo o seu orgulho pelo seu estilo de vida. A data foi escolhida pois foi no dia 25 de Maio de 1977 que estreou o filme Star Wars. Mais informações sobre o Dia do Orgulho Nerd, clique AQUI. 

E não é por menos que para celebrar essa data que para todos nós tem um significado muito especial, eu trago a vocês esse artigo que foi escrito a muito, muito tempo em uma galáxia muito, muito distante pelo meu grandessíssimo irmão Raniery Zarchai. 

Que a Força esteja com todos vocês e Vida Longa e Próspera! 

André Ranulfo



O LADO CABALÍSTICO DE STAR WARS.


Que pena que os Rabinos não usam capas e sabres de luz (lightsabers), mas a ideia por trás dos Cavaleiros Jedi está repleta de conceitos Judaicos.
Mas como assim? Star Wars ocorreu a muito, muito tempo, em uma galáxia muito muito distante...e lá nem se reza nem o Shemá!!! Então, o que a Força, o Lado Escuro, os Cavaleiros de Jedi e os Sabres de Luz têm a ver com judaísmo?!  
Pois muito mais do que supõe nessa minha mente Judia Nerd, Star Wars e a Torah tem mais em comum do que podemos pensar.
O judaísmo afirma que a Força é o supremo poder do universo, ela é “Em Lo Demut há Guf Ve’eno Guf” e permeia tudo e a todos, por ela o homem compreende sua função do mundo e pode estar em comunhão com os grãos de areia ou com as estrelas. Ela é una e única.
O judaísmo ensina que apenas com a consciência de que Shivit H” Legenid Tamid” podemos desempenhar nossos mais elevados propósitos, e viver sem essa consciência nos iguala a animais. O Jedi mantém sua mente firma no estudo da Força, um bom Judeu mantém em dia seus estudos da Torah. Um Jedi afirma que conhecer a Força o permite controlar o Universo por então conhecer suas leis, um judeu sabe que seu exercício de livre arbítrio, depende do quanto mais ele conhece a Lei; quanto mais conhecedor mais livre ele torna-se e mais “poder” ele adquire.
O Lado iluminado e o lado sombrio.
O mestre Yoda ensina de forma simples, mas profunda; faz seu aluno desaprender aquilo que tinha aprendido, ajudando a sintonizá-lo no mundo sutil ao seu redor para aprender suas verdades. O Jedi afasta camadas do mal, conectando-se com sua bússola interna. Isso abre as fontes de bondade inata e libera o fluxo vindo do Lado da Luz. Um bom judeu aprende a controlar o Yetzer Hará 1, mas tem a informação de que, caso não destrua as camadas, “Kelipots” 2 do mal, o influxo da Luz jamais estará sobre ele!
Cavaleiros Jedi, que aprendem desde cedo a canalizar o Lado Iluminado da Força.
Eles não permitem que o Lado Sombrio os dominem.
 
Em Star Wars, existe os Cavaleiros Jedi, que aprendem desde cedo a canalizar o Lado Iluminado da Força. Por outro lado, há os seus antagonistas que usam o Lado Sombrio da Força que se chamam os Sith. A grande diferença entre os Jedi e os Sith é como eles utilizam a Força ao seu redor para melhorar a si e as pessoas ao seu redor.. 
 O Jedi aprende que cada partícula do desejo de ir contra D’us cria distância. Nada é mais precioso que a proximidade com D’us, e toda falha de caráter é tratada com um intruso tentando quebrar este relacionamento, o Jedi luta todo tempo contra seu “Sith” interior. Ele sabe que ceder ao Sitra Achará 3 (Lado Sombrio)  é muito sedutor e mais fácil, mas que a distância da Força o irá deformar e fazer sofrer. Lembram do Imperador Palpatine? Deformado, àquilo que ele internaliza sabe que sairá em forma de comportamento e nas formas de seu corpo.
Um Jedi para e escuta a Força, que fala de dentro dele... De forma sutil e constante. É a voz do Anjo da Guarda, são os recados de D’us, que nós judeus temos que aprendem a ler no dia a dia. São os influxos cabalísticos daquilo que pedimos em nossas orações.
Os Sith utilizam o Lado Sombrio, da mesma forma
quando nós deixamos ser influenciados
 pelo yetzer harah (Má inclinação). 
Um Jedi sente A Força e suas variações. Um judeu compreende que sua comunidade é mais que um copo físico, com prédio da Sinagoga, do Micvá e do Cemitério e do Colégio, um Judeu sabe sim, que sua comunidade é transcendente, e imaterial, e se ele está em consonância com a Força, ele sente a alegria ou a dor de seus membros, ainda que distantes.
Sempre escuto em casa que não devemos nos apegar ao passado e nem viver com a mente cheia de sonhos no futuro, devemos viver o aqui e o agora, com responsabilidade. Mas porque esse foco no agora?
O Lado Sombrio vem para nos confundir.
Todo ser humano é composto de duas partes — corpo e alma. O corpo procura prazeres temporais de honra, comida, luxúria. A alma busca os eternos e mais profundos prazeres do amor, significado e conexão.
O Jedi sabe que embora o prazer físico seja uma parte essencial da vida, é apenas um meio que leva a prazeres mais elevados; porém não os dispensa. Comer bem, viver bem, divertir-se são fundamentais ao desenvolvimento do corpo; mas a  verdadeira liberdade é a capacidade de colocar a alma no controle. O Guerreiro Sith escolhe uma trilha diferente. Seduzido pela cobiça e pelo poder, ele segue as tentações do Lado Escuro. O judaísmo chama isso de Yetser Hará — as forças auto-destrutivas que nos afastam de D’us . Essa força é “auto-destrutiva” ela vem de dentro, é nossa! Temos que vencer o Sith interno todos os dias.
O Lado Escuro dá uma falsa ilusão. Por detrás do glamour e poder Sith existe dor, tristeza e incompreensão. Foi a dor não compreendida e aceita de o personagem Anakim, com a morte de sua mãe que desceu seu nível, quando assassinou todo o “Povo da Areia”.
A batalha pelo bem e mal é travada usando poderes muito mais perigosos que Sabres da Luz  - Os sentimentos humanos!
No final, a batalha entre o bem e o mal é travada dentro de cada um de nós. Nosso desafio é resistir às tentações do Lado Escuro — e com a ajuda de D’us , nos tornar um mestre do próprio eu.
Que a Força esteja com você.

 Raniery Zachai - Olinda - PE
Notas:

1 - Kelipots (Também conhecido como klipots). Literalmente quer dizer cascas. É uma figura metafórica para explicar os obstáculos que se "colocam" entre D'us  e o homem.
2 - Yetzer Hará - Literalmente quer dizer a má inclinação. A mal impulso que todos nós possuímos. São os desejos e necessidades carnais. São desde necessidade como dormir ou se alimentar, como também desejos negativos e vícios. 

3 - Sitra Achara Segundo a Cabalá,  a questão teológica da natureza e da origem do mal, de acordo com o ponto de vista de alguns cabalistas  o "mal" é uma "qualidade de D'us", afirmando que a negatividade entra na essência do Absoluto. Neste ponto de vista, é concebida de que o Absoluto precisa mal para "ser o que é", ou seja, de existir. Textos fundamentais da Cabalá medieval concebe o mal como um paralelo demoníaco ao sagrado, chamado de Sitra Achara (o "Outro Lado").

sábado, setembro 28, 2013

Vida Longa e Próspera.



O que tem haver Star Trek com o judaísmo? Muita coisa. Mas, nada é mais emblemático e aparente do que a saudação volcana.

Vida longa e Próspera.

Data estelar 3372.7, o local é o planeta Volcano. O Senhor Spock retorna ao seu planeta natal. O motivo, Spok entra em um período biológico chamado Ponn Far (algo parecido com o período fértil do salmão) Nesse período, eles devem retornar há um determinado local específico para poder ter relações sexuais com uma parceira ou morrer.

Ao chegar no planeta Volcano, Spock saúda os outros volcanos de uma maneira bem peculiar. Diferente de nós humanos que temos contatos físicos como apertos de mãos, abraços, beijos, etc. Os volcanos levanam a mão direita e fazem um sinal com  a mão e dizem: "Vida Longa e Próspera".

Este é o primeiro episódio da segunda temporada denominado: "Amok Time" (No Brasil teve o nome de:
Tempo de Loucura). Da série de TV Star Trek (Jornada nas estrelas, no Brasil). A data, 15 de setembro de 1967 e o local, vários lares americanos.
Mas o que tem haver Spok, a saudação volcana e o judaísmo?

Uma saudação volcana ou judaica?

Na maioria dos lares americanos, a saudação volcana fez muito sentido, afinal, Spock é apenas meio-humano (filho de um volcano e uma humana) e criado dentro da cultura alienígena volcana. Nada mais lógico que os volcanos tivessem uma saudação diferente.

Nos anos 60, no auge do movimento hippie, muita gente relacionou o sinal em forma de V e as palavras "Vida longa e próspera" com o sinal hippie em V com as palavras "Paz e amor". Mas, nesse mesmo dia, em alguns lares judeus americanos, algo chamou muita atenção. Aquele sinal era muito familiar. Era um sinal feito em serviços religiosos judaicos. Esse era o sinal dos Cohanim.

Leia também

Capitão Amédica - Defensor do American Way e do povo judeu.





Os cohanim.
Ilustração representando os Cohanim (Sacerdotes) fazendo a benção (beracha) nos tempos do Templo

כהנים Cohanim (pluram de כהן Cohen, palavra hebraica que significa "sacerdote"), durante alguns cultos religiosos judaicos. Os Cohanim são descendentes genealógicos dos sacerdotes judeus que serviam no Templo de Jerusalém. Judeus modernos não possuem sacerdotes conduzindo os serviços religiosos como nos tempos antigos, nem temos mais sacrifícios de animais. (Sim, as pessoas realmente me perguntam sobre isso!) O sistema sacrificial terminou com a destruição do Templo pelos romanos no ano 70. E.C. No entanto, um remanescente do serviço do Templo vive no ritual Birkat Kohanim ברכת כהנים (bênção dos sacerdotes), também conhecida como Nesiat Kapayim ("estender as mãos"), Os judeus ashkenazi chamam de  Dukhanen (Da palavra em Iídiche "dukhan" - Platforma - Por que a benção é é dada de uma tribuna mais elevada) e é realizada em certos em algumas ocasiões específicas. Eis a benção:
Ilustração do  Birkat Kohanim. Nos tempos
modernos após a destruição do templo.

Em hebraico:
יְבָרֶכְךָ יהוה, וְיִשְׁמְרֶךָ
יָאֵר יהוה פָּנָיו אֵלֶיךָ, וִיחֻנֶּךָּ
יִשָּׂא יהוה פָּנָיו אֵלֶיךָ, וְיָשֵׂם לְךָ שָׁלוֹם

Transliterado:
Yevarechecha Adonai veyishmerecha
 Ya'er Adonai panav eleicha vichunecha
Yissa Adonai panav eleicha veyasem lecha shalom

Português
Que o Senhor te abençoe e te guarde.
Que  o Senhor faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti.
Que  o Senhor Eterno sobre ti levante o rosto e te dê a paz.


Na verdade, a bênção é feita com ambos os braços estendidos horizontalmente para frente, na altura dos ombros, com as mãos se tocando, para formar a letra hebraica ש (shim). Isso significa a palavra hebraica שדי (Shadai) escritas com a letra (Shim, Dalet e Yud) que significa "Todo Poderoso [Deus]" e também é o acrônimo de (ש)Shomer (ד)Daltot (י)Yisrael (Guardão das Portas de Israel). Nimoy modificou este gesto em uma das mãos em posição vertical, tornando-se mais como uma saudação. Então, tecnicamente, a saudação vulcana não é a mesma coisa que a bênção judaica cerimonial. Ainda assim, a semelhança é perto o suficiente para evocar o reconhecimento imediato entre os judeus conhecedores.
O sinal usado pelos Cohanim
forma a letra hebraica Shim
.
A bênção real é feita com ambos os braços estendidos horizontalmente na frente, na altura dos ombros, com as mãos tocando, para formar a letra hebraica "shin". Isso significa a palavra hebraica para "Shaddai", que significa "Todo Poderoso [Deus]". Leonard Nimoy (O ator que interpretava Spok) modificou este gesto em uma das mãos em posição vertical, tornando-se mais como uma saudação. Então, tecnicamente, a saudação vulcana não é a mesma coisa que a bênção judaica cerimonial. Ainda assim, a semelhança é perto o suficiente para evocar o reconhecimento imediato entre os judeus conhecedores. Imaginem a surpresa  de vários espectadores judeus que assistiram o episódio inédito!

Durante o culto da sinagoga, os espectadores não devem olhar para os Cohanim enquanto a bênção está sendo dada. A razão para isso é focar toda nossa atenção nas palavras da própria oração, ao invés de olharem para os Cohanim. Os Cohanim são apenas os canais, e não a  origem, da bênção, que vem de Deus. Infelizmente, todos os tipos de superstições tolas surgiram sobre este ritual, como "Não olhe para os Cohanim, ou você vai ficará cego!" e outras bobagens. A verdadeira razão é simplesmente a de se concentrar em receber as bênçãos diretamente de Deus, e não de seres humanos.

O sinal não é secreto. Pode ser visto em
vários lugares como:
Fachadas, jóias, chaveiros, lápides, etc.
Devemos também observar que a proibição contra a olhar o sinal aplica-se apenas durante o ritual de bênção. O gesto em si não é nada secreto. Você pode vê-lo exibido abertamente em livros e em amuletos, jóias, enfeites de parede, chaveiros e lápides, etc. Ao contrário da lenda urbana, Nimoy não estava violando quaisquer tabus judaicos usando este gesto em Star Trek, especialmente desde que ele modificou a partir da versão original. Eu, por exemplo, acho que é absolutamente maravilhoso que algo tão autenticamente judaico tornou-se universalmente reconhecida como uma saudação de paz. Mais do que qualquer outra
coisa oriunda de Star Trek.

Além da própria saudação, o uso cerimonial de "Vida longa e próspera", e sua resposta menos conhecida, "Paz e vida longa", também mostram uma forte influência judaica. O formato é semelhante a uma tradicional saudação em hebraico: שלום עליכם "Shalom Aleichem" (a paz esteja com você)  e a resposta, "Shalom Aleichem" (a paz esteja sobre vós.) Os muçulmanos têm uma saudação semelhante em árabe que é "Salaam Aleikum" e a resposta "Aleikun Salaam". Mais uma vez, podemos ver um forte paralelo entre a cultura vulcano e as culturas do Oriente Médio.

Mas como a saudação chegou em Star Trek?

Nas gravações do episódio "Amok Time", Leonard Nimoy teria que saudar outros volcanos. Mas havia um problema, em um outro episódio anterior, foi dito que os volcanos possuem habilidades telepáticas natuarais. E essa contato telepático se dá através do toque. Logo, se um volcano tocar em outro haverá naturalmente uma invasão de privacidade. Por isso, Leonard Nimoy teve a idéia de usar um gesto totalmente distinto e sem contato físico. Então teve a idéia de usar um sinal em forma de V com o polegar para fora. Mas de onde ele torou esse sinal?

Mas fácil saber das palavras do próprio Leonard Nimoy:

"Eu cresci em um bairro interessante do centro da cidade, em Boston. A área era conhecida como West End, e foi escrito sobre ela em um livro chamado os Urban Villagers  Era uma área desejável, uma vez que ficava a uma curta distância do centro de Boston e do Boston Commons, bem como, está situado ao longo das margens do Rio Charles.
A população era em sua maioria imigrantes. Talvez 70% italiano e 25% dos judeus. Minha família participava de serviços em uma sinagoga judaica ortodoxa. [...] Nós estávamos especialmente atentos aos grandes feriados, Rosh Hashaná, o Ano Novo judaico, e Yom Kippur, o Dia do Perdão.
Já que eu era um pouco musical, fui chamado quando garoto, para cantar no coral para as festas e eu estava, portanto, expostos a todos os rituais em primeira mão. Eu ainda tenho a memória viva da primeira vez que vi o uso das das mãos com os dedos divididos sendo estendido para a congregação em bênção.

Havia um grupo de cinco ou seis homens de frente para a congregação e cantando em gritos apaixonados de uma bênção em hebraico. Ele se traduziria em 'Que o Senhor te abençoe e te guarde", etc ...
O Rabino Yonassan Gershom é um Trekkie
(Fã de Star Trek) e autor do livro: 
Jewish Themes in Star Trek.

Meu pai disse: 'Não olhe.'

Soube mais tarde que, acredita-se que, durante esta oração, o 'Shechina', o aspecto feminino de Deus vem ao templo para abençoar a congregação. A luz desta deidade poderia ser muito prejudicial. Assim, nos disseram para nos proteger, fechando os olhos.

Eu espiei.

E quando eu vi o gesto de divisão de dedos destes homens ... Eu estava em transe. Eu aprendi a fazê-lo simplesmente porque ele parecia tão mágico.


Foi, provavelmente, 25 anos depois que eu apresentei esse gesto como uma saudação volcana em Star Trek e tem ressoado com os fãs em todo o mundo desde então. Isso me dá grande prazer, pois é, afinal, uma bênção."



E agora com vocês, o momento que ficou para a história. A primeira vez que a saudação volcana apareceu na TV.


Shavua Tov e vida longa e próspera!