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domingo, abril 03, 2016

Corte Israelense decreta que o Estado deve aceitar conversões de Rabinatos não-Ortodoxos.

Rabino Chefe safaradi Yitzhak Yosef a esquerda e  a direita o Rabino Chefe Ashkenazi Rabbi David Lau.
Jerusalémm, Jan. 11, 2016. Photo by Yaakov Coehn/Flash90

Corte decidiu que o Estado deve reconhecer conversões ortodoxas realizadas em Israel fora da autoridade do Rabinato Chefe.

TEL AVIV (JTA) — 31 março 2016

A decisão de Quinta-feira significa que, qualquer não-cidadão que se converter em um Beit Din (tribunal rabínico) ortodoxo israelense privado, pode obter a cidadania israelense sob a Lei de Retorno. Anteriormente, convertidos só poderiam ganhar a cidadania israelense se fossem convertidos fora de Israel e viveram em uma comunidade judaica da Diáspora . Conversões estrangeiras não precisam ser ortodoxas.

Cerca de 150 cidadãos que se converteram em tribunais de conversão ortodoxos israelenses privados vão agora ser reconhecidos como judeus pelo estado.

Leia também: 



O tribunal rejeitou a alegação do Estado de que apenas conversões do Rabinato Chefe pode ser considerado legítimo dentro de Israel. Por causa da natureza multifacetada da comunidade judaica , o tribunal decidiu que, qualquer conversão realizada por qualquer comunidade ortodoxa , seja em Israel ou no exterior, deve ser reconhecido como válido.

" A nação judaica é de fato uma nação, mas está espalhada por todo o mundo , e é composto de comunidades , camadas e sub-camadas ", diz a decisão do tribunal. Reconhecer apenas o Rabinato Chefe "não atribui peso à gama existente  de comunidades judaicas - e isso é inaceitável . "

A decisão é em grande parte simbólica para os cidadãos israelenses, como aqueles que o afeta não vai ganhar mais direitos ou privilégios . Mas o rabino Seth Farber, que é ativo em Giyur Kahalacha  - uma rede de tribunais privados de conversão ortodoxos -  disse que a decisão poderia abrir a porta para o Rabinato Chefe permitindo que conversos de tribunais privados casar em Israel.

"Enquanto o Ministério do Interior não os reconhecem, o Rabinato não tinha uma escolha a não ser reconhecê-los”, disse Farber. "Isto diz que nós vamos reconhecê-los como parte da coletividade judaica."

Judaísmo, para efeitos de imigração é determinado pelo Ministério do Interior. O Rabinato Chefe controla o ritual judaico dentro de Israel, tais como casamento, divórcio e sepultamento.


Outras fontes:




sexta-feira, fevereiro 21, 2014

[Notícia] Bnei Anussim Retornam ao Judaísmo no Brasil.

          
O Rabino Avraham Deleon PhD (Miami-FL - EUA) e sua esposa  Maty, junto com o Presidente da P'Nei Or, Sr. Isaac Kayat e o Diretor de Assuntos Religiosos Dr. Saul Gefter pousam para uma foto com todos os novos judeus, devidamente retornados de acordo com a Halachah. 

No dia 20 de fevereiro (20 de Adar I) a Congregação Judaica P´Nei Or em Petrópolis - RJ (Filiada a FIERJ e a CONIB), promoveu o retorno de Bnei Anusim ou “filhos dos forçados” (descendentes de judeus perseguidos pela Inquisição), na sua sede, na cidade de Petrópolis, Rio de Janeiro. O Beit Din (Tribunal Rabínico) foi presidido pelo Rabino Abraham Deleon Cohen, da Abarbanel Foundation de Miami, EUA e seguiu todas as determinações da Lei Judaica, segundo o rito Sefaradi Ortodoxo.

Rabino Deleon, é membro da Rabinical Association of Greater Miami e também do IFR - International Rabbinic Fellowship, Nova Iorque, EUA. É conhecido pelo se trabalho em várias comunidades de Bnei Anussim em países da América Latina, Europa e África.

 Ao todo, 19 pessoas foram selecionadas para o processo, sendo avaliadas pelo Beit Din em diversos quesitos: documentações que comprovassem a descendência, práticas judaicas em família, DNA, além das questões Haláchicas (de lei judaica). Todas passaram por entrevistas pessoais, para checar a veracidade das informações coletadas, além de comprovar seus conhecimentos e real intenção com relação ao Judaísmo. Vale lembrar que estes selecionados são uma ínfima parcela das inúmeras pessoas de várias partes do Brasil que candidataram ao Beit Din.

 Em seguida, os candidatos fizeram uma declaração pública ao Beit Din, de compromisso com a Fé Judaica, renunciado a quaisquer resquícios de práticas religiosas do passado. Todo o processo envolveu Mikvê (imersão ritual), Brit Milá (circuncisão ritual, no caso dos homens), além de muito empenho por parte de pessoas que vêm praticando e estudando Judaísmo à anos e pela primeira vez tiveram a oportunidade de estar em uma sinagoga, de fato. Candidatos vieram de Belém (PA), Porto Alegre(RS), Curitiba (PR), Ilhéus e Petrolina (BA)  além, é claro, do Rio de Janeiro.

A celebração ainda incluiu Bar e Bat Miztvá (cerimônia de maioridade religiosa para homens e mulheres), além do casamento religioso de dois casais, para a alegria de toda a comunidade presente. O rabino Deleon emocionou a todos durante o Kidushin (Santificação), explicando a simbologia da festa e ao entoar as tradicionais melodias judaicas, que celebram as bodas. Ele também fez questão de ressaltar aos presentes à importância do retorno ao judaísmo: “jamais se esqueçam, sempre pronunciem para vocês mesmos: Ani yehudi” (eu sou judeu).

 O Beit Din, que atuou durante cinco dias na sinagoga, finalizou seu trabalho com a entrega dos certificados de retorno, Bar e Bat Mitzvá, além das Ketubá (contratos religiosos de casamento). A cerimônia foi prestigiada por personalidades da Comunidade Judaica carioca, em especial sefaradita, que interagiu com os retornados numa bela festa, que coroou o trabalho coordenado pela P´nei Or. Este foi o segundo Beit Din desta natureza promovido no Brasil, o primeiro ocorreu em 2012, também pela P´nei Or, que abraçou a causa dos Anusim.

O Brasil possui o maior número de Bnei Anusim em todo o mundo, fruto da terrível perseguição conduzida por séculos durante a Inquisição, que matou milhares de judeus, além de forçar um número ainda maior à conversão ao cristianismo. Segundo a maior autoridade no assunto, a historiadora Dra. Anita Waingort Novinsky, da USP existem milhões deles, sendo que hoje o mundo está experimentando como nunca, um despertar de pessoas buscando retornar ás suas origens judaicas.

Fonte: Departamento de Comunicação – Congregação Judaica P´nei Or – Petrópolis (RJ)

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